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Campo visual no COA: avaliação funcional da visão realizada em Belo Horizonte

O campo visual é um exame funcional realizado no Centro de Oftalmologia Avançada (COA), em Belo Horizonte (MG), com o objetivo de mapear a área que cada olho consegue enxergar, mesmo quando o foco está fixo em um ponto central. 

A partir desse mapeamento, é possível identificar alterações visuais periféricas que, muitas vezes, não são percebidas espontaneamente pelo paciente. O teste é indicado para o diagnóstico e acompanhamento de doenças que comprometem o nervo óptico, como o glaucoma, além de auxiliar na investigação de alterações neurológicas, retinianas e condições relacionadas à pressão intraocular.

Este conteúdo apresenta as principais características da avaliação de campo visual, explica o funcionamento do exame, os cuidados antes de sua realização, as tecnologias envolvidas e as doenças que podem ser diagnosticadas.

Características do exame de campo visual

A avaliação do campo visual é um exame subjetivo, ou seja, depende da resposta do paciente aos estímulos apresentados durante o teste. Ele mede a capacidade de percepção visual em diferentes áreas ao redor do ponto de fixação, analisando como cada região da retina responde aos estímulos luminosos.

O procedimento é importante para detectar perdas visuais iniciais e localizadas, principalmente nas porções periféricas da visão.

Imagem ilustrativa

Em muitas situações, o paciente ainda não percebe alterações, mas o campo visual já apresenta áreas de comprometimento. Essa característica torna o exame indispensável na investigação de doenças silenciosas, como o glaucoma.

Por exigir atenção e concentração, o campo visual pode ser mais desafiador para crianças pequenas, pessoas idosas ou indivíduos com dificuldades cognitivas. Por isso, a equipe técnica orienta cuidadosamente cada paciente ao longo do processo.

Tecnologias utilizadas

No COA, a análise do campo visual é feita por meio da campimetria computadorizada, uma tecnologia que combina estímulos luminosos programados e sensores automáticos para registrar com precisão as respostas do paciente.

O equipamento mais comum utilizado é o perímetro automatizado, que simula uma cúpula branca onde pontos luminosos de diferentes intensidades surgem em locais variados. O paciente deve apertar um botão sempre que perceber um estímulo visual, mesmo que de maneira discreta ou periférica.

Os aparelhos modernos utilizados na clínica são capazes de testar áreas específicas, ajustar a sensibilidade da luz, repetir estímulos em zonas suspeitas e descartar respostas inconsistentes. Ao final, é gerado um mapa visual com zonas de visão preservada, áreas com perda parcial e regiões de escotoma (falhas no campo visual).

Etapas do exame

A seguir, entenda como funciona o processo de avaliação do campo visual no COA:

  1. Anamnese e orientações iniciais: o paciente é orientado sobre o procedimento e tem a oportunidade de esclarecer dúvidas com a equipe técnica.
  2. Acomodação diante do aparelho: o paciente posiciona o rosto em frente ao perímetro, mantendo o queixo e a testa apoiados para estabilidade.
  3. Escolha do olho a ser testado: cada olho é avaliado separadamente. O olho não testado permanece coberto durante a análise.
  4. Início dos estímulos luminosos: o paciente fixa o olhar em um ponto central enquanto pequenas luzes aparecem em pontos variados da cúpula.
  5. Resposta aos estímulos: o paciente deve apertar o botão sempre que perceber uma luz, mesmo que pouco intensa.
  6. Repetição no outro olho: após o primeiro olho, o processo é repetido no segundo.
  7. Geração do relatório: ao final, o aparelho gera um mapa com a representação gráfica do campo visual do paciente, comparando com padrões esperados.

A importância do teste de campo visual

A análise do campo visual é uma das principais formas de detectar perdas visuais não percebidas no cotidiano. Alterações no nervo óptico, retina ou vias neurais podem provocar escotomas em regiões específicas do campo de visão, e o mapeamento contribui para localizá-los com precisão.

No acompanhamento do glaucoma, por exemplo, o exame permite identificar se há progressão da perda visual, mesmo quando a pressão intraocular está sob controle. Além disso, condições neurológicas, como tumores, acidentes vasculares cerebrais ou compressões no quiasma óptico, também podem ser investigadas por meio da campimetria.

A precisão do resultado depende da colaboração do paciente, por isso o exame exige concentração e compreensão da tarefa a ser realizada.

Condições oculares diagnosticadas

A avaliação do campo visual auxilia no diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças. Veja algumas delas:

  • Glaucoma: detecta escotomas periféricos característicos da doença e permite acompanhar sua evolução ao longo do tempo.
  • Neuropatias ópticas: identifica padrões de perda visual relacionados a lesões no nervo óptico, como neurite óptica e compressões.
  • Tumores intracranianos: contribui para identificar alterações sugestivas de comprometimento das vias visuais centrais.
  • AVC e lesões cerebrais: revela falhas específicas relacionadas a acidentes vasculares ou traumas cranianos.
  • Retinopatias: investiga alterações visuais causadas por doenças como retinose pigmentar, toxoplasmose ou degenerações.
  • Efeitos colaterais de medicamentos: permite acompanhar a toxicidade de medicações como hidroxicloroquina, utilizada no tratamento de doenças reumatológicas.

Preparo para o teste de campo visual

O teste de campo visual não exige preparo invasivo, mas alguns cuidados ajudam a melhorar a qualidade da avaliação. Veja as recomendações mais comuns:

  • Evitar cafeína ou estimulantes antes do exame.
  • Estar descansado, pois o exame requer atenção constante.
  • Levar óculos de grau, se houver, pois podem ser utilizados durante o teste.
  • Evitar colírios com efeito anestésico ou midriático antes do procedimento.
  • Informar se há histórico de doenças neurológicas ou visuais.

O COA orienta previamente sobre todas as instruções necessárias. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe para verificar a melhor forma de realizar a avaliação com conforto e segurança.

O exame ocular no COA

O COA oferece a análise de campo visual por meio da campimetria computadorizada com equipamentos modernos e equipe especializada. A unidade em Belo Horizonte está preparada para receber pacientes que buscam diagnóstico e acompanhamento de condições que afetam a função visual. 

O exame é realizado com atenção aos detalhes e foco na experiência do paciente, em um ambiente acolhedor. 

Para agendar, basta entrar em contato com a clínica pelo telefone ou pelo canal de agendamento online.

Perguntas frequentes sobre
o teste de campo visual

O campo visual dói?

Não. A análise é totalmente indolor e não invasiva. O paciente apenas precisa manter a atenção nos estímulos luminosos enquanto responde com um clique.

Qual a duração do exame?

Cada olho leva entre 5 e 10 minutos para ser testado. O tempo total pode variar conforme a necessidade de pausas ou repetição de estímulos.

É necessário dilatar a pupila?

Não. O teste de campo visual é realizado sem dilatação, com a pupila em seu estado natural, para preservar a resposta visual periférica.

Pode-se usar óculos durante o exame?

Sim. Caso o paciente utilize óculos para longe ou para perto, o técnico ajustará o uso conforme a necessidade para garantir precisão no teste.

Crianças podem realizar o exame?

Em geral, crianças com idade suficiente para compreender e colaborar com as instruções podem realizar a avaliação. A decisão é feita caso a caso.

O campo visual substitui a tomografia ocular?

Não. A tomografia avalia a anatomia da retina e do nervo óptico. Já o campo visual analisa a função visual. Ambos podem ser complementares.

Pode repetir o teste com frequência?

Sim. O exame pode ser repetido sempre que necessário para acompanhamento de doenças crônicas, como o glaucoma, sem riscos à saúde ocular.

O resultado sai na hora?

O mapa visual é gerado imediatamente, mas a interpretação é feita pelo oftalmologista, que considera os dados dentro do contexto clínico.

Pode haver falhas no resultado?

Sim. Caso o paciente não compreenda a tarefa ou se distraia com facilidade, o teste pode apresentar áreas com baixa confiabilidade.

Há risco de efeitos colaterais?

O exame não provoca efeitos adversos. Pode haver cansaço ocular momentâneo, principalmente em pessoas sensíveis à luz.

Quem toma medicação controlada pode fazer o exame?

Sim. No entanto, é importante informar à equipe sobre o uso de medicamentos, especialmente os que alteram a atenção ou a resposta visual.

O exame detecta início de glaucoma?

Sim. O campo visual é uma das principais ferramentas para detectar as primeiras perdas periféricas causadas pelo glaucoma, mesmo sem sintomas visíveis.